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Afinal, o que é Compliance e como cumprir as regras?

Afinal, o que é Compliance e como cumprir as regras?

Compliance é um conceito originário do verbo em inglês to comply (cumprir), e significa agir com base em um conjunto de regramentos legais e padrões éticos. Ou seja, é atuar e se manter em conformidade com atos, normas e leis, para que esses sejam, de fato, cumpridos.

No Brasil, é comum relacionar tal prática à necessidade de as empresas seguirem leis e normas. Entretanto, o compliance vai muito além por agregar valores de excelência, sustentabilidade e segurança operacional, o que nem sempre é exigido pelo Estado e seus organismos.

O conceito está, portanto, alinhado também aos valores éticos do negócio , bem como às boas práticas de mercado e às demandas da sociedade.

Pelos prejuízos - jurídicos, financeiros ou institucionais - de atuar fora deste agrupamento de exigências, a implantação e gestão de políticas de compliance no mundo corporativo vêm aumentando a cada ano.

Cada vez mais, as empresas investem no mapeamento e prevenção das ameaças operacionais, ambientais, de imagem, entre outras.

Afinal, vale lembrar que cada oportunidade comercial traz consigo também algum tipo de risco, e, além da responsabilidade objetiva existe também a subjetiva, não sendo mais possível negligenciar possíveis irregularidades de algum cliente, parceiro ou fornecedor.

Tudo pode afetar a credibilidade e até implicar judicialmente uma organização que esteja aliada a tais infrações.

Portanto, é indispensável que as empresas assegurem a conformidade dos seus negócios com a legislação, com a regulamentação aplicável ao setor econômico em que atuam e com os melhores códigos de conduta.

É como diz a expressão, “If you think compliance is expensive, try non compliance”, ou, traduzindo, “Se você acha compliance caro, tente não ter compliance”.

No entanto, pela complexidade do tema é comum surgirem muitas dúvidas de como organizar uma estratégia de compliance eficiente na administração das empresas. Mas, saiba que não é preciso desanimar diante desses desafios.

Neste conteúdo iremos esclarecer os principais conceitos sobre o tema, além de apresentar alguns passos para tornar mais fácil a implementação de políticas e de ações de compliance, tornando seus processos mais eficientes e relevantes.

Sua empresa precisa estabelecer estratégias e adotar métricas de compliance com foco em excelência? Quer saber mais sobre o assunto? Continue lendo nosso artigo e descubra o que preparamos para você!

O que é Compliance

Como falamos, compliance é cumprir, de forma irrestrita, todas as leis e normas estabelecidas pelo Estado, bem como pelo organismos de controle e regulação de cada mercado.

Além disso, por meio de políticas e controles internos, é possível estabelecer parâmetros de conduta éticos alinhados aos valores da empresa e da sociedade.

O que é estar em Compliance?

Estar em compliance é assegurar que todos os stakeholders vinculados à empresa, como diretoria, sócios, funcionários, parceiros comerciais e prestadores de serviço, estejam de acordo com as práticas de conduta estabelecidas pela organização.

As orientações devem ser claras e estar documentadas em um Código de Conduta e nas Políticas da Companhia.

De forma geral, essas práticas estão ligadas ao combate à fraude, à lavagem de dinheiro, à corrupção e ao financiamento ao terrorismo, mas, também atendem questões de segurança da informação, sustentabilidade e de direitos humanos (trabalho escravo, infantil, agressão ao meio ambiente, etc.).

As políticas da companhia precisam ser amplamente divulgadas a todos os seus stakeholders e sua adesão deve ser acompanhada no dia a dia.

Veja neste guia mais conceitos e boas práticas de prevenção à fraude:

Guia de prevenção à fraude

Origem do Compliance no Brasil

Mundialmente, o termo surgiu há quase 50 anos junto da criação do Banco Central dos Estados Unidos (FED). O objetivo era tornar o mercado financeiro um ambiente mais seguro, estável e flexível.

A Lei Anticorrupção dos Estados Unidos - Foreign Corrupt Practices Act (FCPA) foi criada em 1970 para tornar mais rígidas as penas contra instituições envolvidas em crimes de corrupção no exterior.

No Brasil, a prática demorou a ser adotada em grande escala, mas, hoje, a legislação brasileira é uma das mais modernas do mundo. A criação do COAF, Conselho de Controle de Atividades Financeira, e a Lei n. 9613 de 1998 de prevenção à lavagem de dinheiro foram os marcos iniciais.

Alguns anos depois, em 2013, foi instituída a Lei n. 12846, também conhecida como Lei Anticorrupção ou Lei da Empresa Limpa, voltada para o combate à corrupção. E, em 2016, a Lei Antiterrorismo - Lei n. 13260 -, veio para aprimorar a governança em empresas e, também, no poder público.

Vale lembrar que cada setor também conta com importantes diretrizes próprias, que vão ao encontro dessas legislações.

A partir das legislações e das diretrizes setoriais, os órgãos reguladores ampliaram a fiscalização dessas diversas regras. Padrões para a prestação de serviços foram estabelecidos e os gestores foram demandados a manter o foco de todos nas metas da organização.

Assim, ter um programa de compliance deixou de ser uma tendência e se tornou requisito básico para comprovar que a empresa é séria e honesta.

Qual o objetivo do Compliance?

De forma geral, podemos dizer que a função do compliance é reduzir os riscos jurídicos, financeiros e institucionais em todas as operações e procedimentos, garantindo segurança nas transações e relações com funcionários, clientes e fornecedores.

São as conhecidas ações de Know Your Employee (KYE), Know Your Customer (KYC), Know Your Supplier (KYS) e Know Your Partner (KYP).

Ao promover uma cultura de cumprimento das normas aplicáveis ao negócio, a empresa diminui drasticamente as chances de ficar diretamente vulnerável.

Mesmo que indiretamente (responsabilidade objetiva e/ou subjetiva) pelo descumprimento de alguma lei, regra e por qualquer ato ilícito de um cliente ou parceiro.

Qual é o papel da área de Compliance em uma empresa?

A área de compliance é a responsável por elaborar as políticas e estabelecer planos de ação para corrigir e prevenir riscos que possam afetar o negócio. Esse macro planejamento é conhecido como Programa de Compliance e Ética Empresarial.

São criados métodos e mecanismos para executar processos de due diligence no fechamento de negócios e contratação de funcionários e prestadores de serviço, e, também, no onboarding de clientes.

Além disso, a área é responsável por manter um monitoramento constante de perfis que possam trazer ameaças corporativas.

Outro aspecto importante ligado ao trabalho do compliance é buscar o engajamento de todo os envolvidos com a empresa, mais especificamente o das equipes internas.

Isso para manter o cumprimento das obrigações legais, mas, também, dos valores da instituição no que diz respeito à ética, sustentabilidade e cultura corporativa.

Para resumir, podemos estabelecer como principais responsabilidades da área de compliance:

Principais responsabilidades da área de compliance

  • Identificação - interpretar leis e normativas, buscar e analisar os riscos e possíveis irregularidades em diferentes frentes do negócio;
  • Prevenção - traçar estratégias e planos de combate, além de buscar métodos e ferramentas para dar eficiência à atividade;
  • Monitoramento contínuo - compreender as ameaças e acompanhar com auditorias e varreduras constantes os perfis dos stakeholders. Assim, evita-se fraudes, operações suspeitas e riscos de imagem;
  • Resolução - Definir um fluxo rápido para a resolução de determinadas questões por meio de mecanismos próprios ou apoio de outros setores que possam solucionar tais demandas;
  • Orientação e engajamento - elaborar manuais de orientação em linguagem simples e objetiva e criar formas para sensibilizar e engajar a todos sobre o cumprimento das regras e da cultura corporativa.

O que é um Compliance officer?

O Compliance Officer é o profissional responsável por dar andamento a grande parte das atividades que listamos acima.

Ele pode ser mais tático, como um coordenador ou gestor, ou mais operacional, como um analista ou assistente.

Quando ocupa um cargo de liderança estratégica é chamado de CCO ou Chief Compliance Officer. Como equipe, todos esses profissionais dividem as responsabilidades da área de Compliance.

O trabalho é complexo e de grande responsabilidade, e, por isso, todos devem ter a noção que seu papel não é o de apenas interpretar leis, definir regras e direcionar problemas para os gestores das outras áreas.

Sua visão deve estar voltada à compreensão ampla do que está sendo cobrado da empresa em termos de leis, normas e condutas, e proporcionar embasamento técnico e preciso, com informações confiáveis, para levar a melhor tomada de decisão pela gestão da organização.

Por isso, a área de compliance, bem como todos os Compliance Officers, devem contar com o apoio de outros setores como o financeiro, contábil, ambiental, recursos humanos, tecnologia da informação, comunicação, comercial, entre outros.

É essencial também que a empresa tenha uma equipe jurídica qualificada para a emissão de bons pareceres sobre questões nas esferas diversas, como trabalhista, fiscal, contábil, financeira, ambiental, jurídica, previdenciária e ética.

Entenda a aplicação do Compliance nas empresas

Para se consolidar no mercado de forma sustentável, uma empresa deve alinhar seu programa de compliance aos seus objetivos estratégicos, missão e visão.

A área responsável pelo tema deve ter uma equipe que possa cumprir as responsabilidades que citamos nos tópicos anteriores, atuando de forma totalmente alinhada ao planejamento da organização.

E isso tem sido desafiador para as empresas brasileiras.

Pesquisa Maturidade do Compliance no Brasil

A pesquisa Maturidade do Compliance no Brasil feita com 240 empresas de diferentes regiões e estruturas revelou, por exemplo, que para 85% dos negócios consultados é complexo identificar, avaliar e monitorar todos os aspectos de compliance e regulatórios.

Outros apontamentos citados como possíveis desafios foram: estabelecer uma matriz de risco e controle (81%), capacitar o público interno e externo (79%) e integrar a área de compliance com as demais áreas do negócio (76%).

Existem diversos elementos que podem embasar um Programa de Compliance e Ética Corporativa. Mas, dentre eles, alguns são considerados pilares fundamentais para garantir um mínimo de eficiência e segurança.

Destacamos a Governança Corporativa, a Gestão de Riscos e o Compliance Legal. Entenda melhor cada um deles a seguir.

1. Governança Corporativa

Segundo o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), a Governança Corporativa representa um conjunto de sistemas que permite à organização ter ciência das diretrizes traçadas pelo seu comando estratégico, além de monitorar as decisões tomadas pela diretoria executiva.

Em outras palavras, significa que a empresa tem princípios básicos, que visam transparência, equidade, prestação de contas e responsabilidade colaborativa em todas as suas esferas, inclusive, na alta administração.

Assim, a participação e o apoio da diretoria e dos sócios na adoção de ações de compliance são fundamentais para uma boa governança.

2. Gestão de riscos

A gestão de riscos consiste na adoção de políticas que buscam um equilíbrio entre os riscos da atividade e os seus custos.

Anos atrás, tal aplicação só era feita diante de ameaças financeiras, entretanto, o mercado atual passou a englobar a mesma técnica em riscos operacionais, legais e de reputação.

Ter um plano de gerenciamento de riscos é condição fundamental para empresas que querem minimizar as ameaças em suas operações e querem manter o compliance corporativo.

Esse plano deve conter verificação inicial de clientes, diligência na contratação de terceiros e em processos de fusões e aquisições, investigações e auditorias internas, análise constante e melhoria contínua (revisão e testes periódicos).

O compliance legal nada mais é do que o acompanhamento da legislação brasileira em diferentes aspectos:

  • Anticorrupção;
  • Anti fraude;
  • Prevenção a lavagem de dinheiro;
  • Antiterrorismo;
  • Leis trabalhistas, ambientais, tributárias e fiscais.

E não podemos esquecer das demais normativas e regulamentações estabelecidas pelo órgãos fiscalizadores de diferentes mercados, como o BACEN, a Susep, CREA, entre outros.

Imagine uma empresa que opera no mercado de construção civil: ela deve atender inúmeras normas, como ISO 9000, ISO 9001, entre outras.

No contexto desse mercado, adotar políticas de compliance ajuda a reduzir as possibilidades de uma autuação, já que tais regras padronizam a execução de cada projeto.

Outro exemplo são as grandes magazines de moda e os demais varejistas do setor que precisam promover maior sustentabilidade em toda a sua cadeia produtiva.

Para atender o social compliance, estas empresas devem seguir normas e metodologias, como os ISO 45001, ISO 26000 e a SA8000.

Compliance x auditoria interna: qual a diferença

É comum surgirem dúvidas e uma certa confusão em relação aos conceitos de compliance e auditoria interna.

Apesar de ambos analisarem se a empresa está atuando em conformidade e legalidade, existe uma diferença no que diz respeito ao foco da verificação e sua duração.

Enquanto a auditoria interna é esporádica e designada para uma finalidade específica (análise de balanços financeiros ou fiscais, por exemplo) a ser realizada por tempo determinado, a gestão de compliance tem propósitos e efeitos mais duradouros.

Ou seja, suas ações acontecem o tempo todo e abrangem todos os setores.

Além do mais, a realização de uma auditoria interna (e também a externa) faz parte das políticas estabelecidas dentro de um programa de compliance.

Quais são os benefícios do Compliance para as empresas

Até agora falamos bastante sobre história, conceitos e pilares do compliance corporativo. Mas, o que sensibiliza as empresas, de fato, a buscarem pela implantação desse tipo de política é a possibilidade de terem uma visão clara dos benefícios que podem obter.

Por isso, vamos a eles.

Entendimento e cumprimentos de leis, normas e outros regramentos de mercado, somados a valores éticos e alinhamento às demandas da sociedade para, assim, aumentar a segurança jurídica.

Identificação e correção de riscos e fraudes em diferentes frentes do negócio

Possibilidade de verificar com antecedência problemas, falhas e possíveis irregularidades ligadas à empresa ou a seus stakeholders, que podem causar prejuízos financeiros, institucionais e jurídicos ao negócio.

  • Melhoria na governança - Ampliação dos padrões de governança corporativa, para tornar os atos da empresa mais transparente desde a alta gestão.
  • Maior eficiência operacional, produtividade e sustentabilidade - Quanto menor o índice de falhas, maior a eficiência dos processos e a produtividade das equipes. Ao reduzir custos e desperdícios, há ganho, também, na sustentabilidade.
  • Vantagem competitiva sobre os concorrentes - Maior possibilidade de conquistar parceiros, investidores e contratos públicos e privados.
  • Ganhos de imagem e credibilidade - Construção de uma imagem positiva e de maior credibilidade ligada à responsabilidade ambiental e social, o que ajuda na conquista de mais clientes.
  • Desenvolvimento da cultura organizacional - Mais clareza e engajamento dos colaboradores para o entendimento e cumprimento de regras.

Como implementar a política de Compliance em uma empresa em 6 passos

Como implementar a política de Compliance em uma empresa em 6 passos

Criar a área de Compliance

O primeiro passo é criar um setor especializado, que será responsável por desenvolver e implementar as políticas e regramentos internos.

É preciso contar com profissionais com expertise e dar a eles a autonomia necessária para desempenhar o seu trabalho, e ainda contar com o apoio de setores chave como jurídico, financeiro, contábil, recursos humanos, etc.

Desenvolver a Política de Compliance e o Código de Conduta

Essas tarefas são essenciais para dar embasamento a todas as ações a serem tomadas pela empresa em prol do cumprimento das regras de compliance.

Os documentos devem ser redigidos em linguagem acessível e devem poder ser acessados facilmente por todos.

Realizar auditorias e ajustes periódicos

É preciso auditar as atividades da empresa para levantar possíveis falhas e melhorias que devem ser realizadas nos processos internos. Essa é uma forma de manter o bom cumprimento das regras de compliance.

As auditorias externas complementam o trabalho já que ajudam na checagem de pontos específicos e são importantes para a manutenção dos modelos internos de análise.

Criar canais internos de denúncia

Outro ponto fundamental é manter a comunicação ativa, abrindo canais internos de denúncia para quando alguém se deparar com uma atividade suspeita.

Com mais informações, a empresa pode agir rapidamente, além de melhorar sua credibilidade com todos os colaboradores.

Traçar ações para orientar e engajar os colaboradores

A empresa deve disseminar entre os funcionários a importância de seguir os padrões determinados.

Mas vale lembrar que o exemplo “vem de cima”, e, sendo assim, a alta direção deve sempre demonstrar sua preocupação em também se manter em compliance com a empresa.

Uso da tecnologia

Apesar de as organizações já contarem com uma série de processos digitais, é comum ainda que muitas delas consumam uma quantidade desproporcional de tempo para coletar e analisar dados de forma analógica.

Com o volume imensurável de dados e suas inúmeras atualizações, é inviável ter agilidade e precisão na análise sem o apoio de tecnologias como a do Big Data. Tais soluções ajudam a atender essa demanda e podem ser diretamente aplicadas nas práticas de compliance.

São ferramentas baseadas na tecnologia do Big Data Analytics que permitem que uma enorme quantidade de dados de Pessoas Físicas e Jurídicas, possa ser coletada e analisada de acordo com os interesses de cada tipo de empresa, independentemente do segmento de atuação.

É possível, por exemplo, entender como cada indivíduo ou empresa pesquisada estão posicionados no mercado e em diferentes perspectivas: cadastral, societária, fiscal e tributária, judicial e extrajudicial, trabalhista, política (PEPs, por exemplo), socioambiental, entre outras.

Além disso, a tecnologia permite fazer correlações para entender seus possíveis relacionamentos empregatícios, societários e familiares e os algoritmos podem realizar análises preditivas para verificar padrões para a tomada rápida de decisão.

É possível também unificar fontes de pesquisa e combinar critérios de busca e modelagens estatísticas. Assim, é possível analisar dados de diferentes públicos de interesse de forma simples, em menor tempo e com menos uso de recursos.

Tais ferramentas também permitem organizar e armazenar dossiês específicos para cada caso de análise.

Com isso, pode-se comprovar a veracidade e atualidade do levantamento, que poderá ser utilizado em casos de auditorias, processos judiciais ou para envio aos órgãos reguladores.

Dessa forma, uma gestão de compliance apoiada pelo uso de tecnologia de ponta garante vazão ao volume de trabalho e confere produtividade ao time de Compliance Officers, que pode avaliar empresas e pessoas em questão de segundos.

Assim, é possível prevenir a empresa contra fraudes ou eventuais irregularidades.

Compliance x Business Intelligence

Ainda no vínculo entre tecnologia e compliance, é importante citar a relação do Business Intelligence nesse processo.

O termo, também conhecido pela abreviação “BI”, representa o processo de análise em profundidade de qualquer tipo de informação sendo capaz de beneficiar e agregar competitividade para a empresa.

Enquanto o Big Data Analytics acrescenta mais informações e permite análises preditivas para a visualização de padrões e dá outros insights importantes, o BI complementa o panorama com uma análise qualitativa para a tomada de decisão ainda mais precisa.

Isso porque, as métricas de BI são determinadas pelo planejamento estratégico e pelas políticas da empresa.

Portanto, essa combinação é essencial para manter a empresa focada no cumprimento de regras de compliance.

Cumprimento das regras de Compliance

Como vimos, a tecnologia é um grande diferencial para quem quer destaque no cumprimento das regras de compliance.

As soluções de Big Data Analytics e machine learning dão mais eficiência e segurança aos processos.

Porém, antes de implementar soluções como essas, é fundamental que a empresa tenha muito bem estabelecida sua Política de Compliance, pois ela será a diretriz de todas as ações.

Também é fundamental para o cumprimento das regras de compliance que todos os stakeholders - principalmente a alta direção e o corpo de funcionários - estejam engajados e prontos para seguir o que está determinado no Código de Conduta.

Compliance no Direito

Outras aplicações do Compliance no Direito

Compliance trabalhista?

A expressão parece um pouco confusa, mas, sim, há muita ligação entre o compliance e as questões trabalhistas.

O primeiro ponto que os interliga é o fato de que todos os envolvidos precisam estar cientes e respeitar direitos, deveres, normas e obrigações do Código de Ética da organização.

O outro ponto é a adequação da empresa e a constante fiscalização da sua cadeia produtiva no que diz respeito à adesão às normas de segurança do trabalho - na admissão, no curso e após o término do contrato de trabalho.

Em resumo, o compliance trabalhista tem como objetivo tornar o ambiente laboral mais seguro e transparente.

Compliance e Direito Civil

Sobre a conformidade dos procedimentos da empresa com as leis civis, o que mais pode-se destacar são os cuidados com a diligência prévia na contratação de fornecedores, processo conhecido como Know Your Supplier (KYS).

Neste aspecto, deve-se primar pela elaboração de contratos que visem a boa entrega e o cumprimento das regras estabelecidas junto aos fornecedores, pois assim não há interrupções na cadeia de fornecimento.

Outro questão é que prevenir os riscos de condutas fora dos padrões das regras de compliance da empresa, diminui o grau de responsabilização da alta gestão quando houver comportamentos irregulares ou ilegais da companhia ou de seus colaboradores.

Compliance e Direito Ambiental

Talvez uma das principais áreas a sentir os reflexos do compliance, ou da falta dele.

A sustentabilidade e o foco na preservação dos recursos naturais deve ser uma constante nas empresas, não só pela urgência do tema, mas, também, pela cobrança do mercado e dos consumidores.

Qualquer ação que não esteja adequada às leis e aos cuidados com o meio ambiente afeta a imagem e a credibilidade da organização. Inclusive, esse é um requisito para negociações e abertura de capital em Bolsas de Valores mundiais.

Empresas com a certificação pelo Sistema ISO 14001 e/ou ISO 26000 emitem seus relatórios de Sustentabilidade pela Global Reporting Iniciative (GRI), com qualidade atestada em gestão ambiental e responsabilidade social.

Compliance e Direito Imobiliário

A relação e a importância do compliance para o Direito Imobiliário está relacionada à regularização do(s) imóvel(is) - sejam eles rurais ou urbanos -, pertencentes ou utilizados de alguma forma pela empresa.

Ela abrange a regularidade cadastral perante os mais diversos órgãos, mas, podemos destacar como principais o Registro de Imóveis, o INCRA, a Receita Federal e a Prefeitura Municipal.

O compliance imobiliário facilita, portanto, a conformidade legal e o atendimento das exigências jurídicas junto ao mercado e aos acionistas, e torna os empreendimentos mais atrativos para futuras operações e negócios.

Compliance

Qual a relação entre Compliance e LGPD

A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que passa a vigorar no Brasil a partir de agosto de 2020, traz um novo aspecto para ser observado pelas empresas: como manter o negócio em compliance com a nova legislação, garantindo a segurança, a integridade e a confidencialidade da informação e reduzindo os riscos de vazamentos de dados confidenciais e estratégicos seus e de terceiros.

Nesse contexto, já vigora na União Europeia o General Data Protection Regulation (GDPR), que tem propósitos e especificações bem semelhantes à lei brasileira.

Para se manter em compliance com as regulamentações nacional e internacional de proteção de dados, os negócios precisam atualizar suas políticas e código de conduta.

Nesse novo momento, não há mais espaço para coletar, utilizar ou manipular informações à revelia do seu titular: cada pessoa pode consentir ou não o uso dos seus dados e decidirá se aceita ou não o tratamento que a empresa dará a eles.

E isso deve ser claramente comunicado ao portador do dado, seja cliente, funcionário, parceiro ou prestador de serviço.

Assim, as empresas precisam pedir autorização para capturar e mostrar o que será feito com tais informações, seja no Brasil ou em negócios com qualquer outro país da UE (caso queira estar em compliance também com a GDPR).

Outro ponto é que se houver mudança de finalidade ou repasse de dados a terceiros, um novo consentimento deverá ser solicitado.

Além disso, o usuário poderá, sempre que desejar, revogar a sua autorização, bem como pedir acesso, exclusão, portabilidade, complementação ou correção dos dados.

Entre as sanções pelo descumprimento da LGPD estão multas de até R$ 50 milhões (ou 2% do faturamento bruto anual da empresa, grupo ou conglomerado no Brasil), além da reparação à pessoa lesada.

A lei brasileira prevê medidas para minimizar essas penalidades como a adoção de boas práticas e governança e pronta remediação. Cabe mencionar que aqui há a responsabilidade solidária do operador e controlador.

Para você que quer saber mais como a tecnologia pode ajudar na prevenção de riscos e fraudes, recomendamos o case da Confidence Câmbio, que mostra na prática as vantagens para a empresa de contar com sistema inteligentes para se manter em compliance.

Guia de prevenção à fraude

Conclusão

Percebemos alguns conceitos importantes sobre como o compliance surgiu e sobre de que forma ele é aplicado em diversas atividades.

Sabemos que as decisões no mundo corporativo têm que ser rápidas, mas a pressa não pode atrapalhar a qualidade.

O que fazer então?

Para enfrentar os riscos que aparecem no caminho das oportunidades, é fundamental que as empresas estejam em conformidade com seus padrões internos (de conduta corporativa e ética) e com a legislação e regulamentações (de mercado e suas áreas específicas) em vigor.

Se todas as operações estiverem protegidas por uma rotina de controle e mitigação de danos, as chances de vulnerabilidade diante do mercado — e da lei — diminuem bastante.

No entanto, manter-se em compliance é um desafio enorme mesmo para as empresas.

O volume de dados e informações a serem analisados é enorme e estão disponibilizados em múltiplas fontes, que nem sempre podem ser consideradas confiáveis nem dão amparo jurídico às análises.

Por outro lado, as fraudes acontecem de forma cada vez mais rápida e criativa para não serem percebidas.

Nesse aspecto, a tecnologia se tornou uma forte aliada para o gerenciamento dessas questões. Sistemas de Big Data Analytics e machine learning ajudam a dar vazão ao volume de trabalho, permitindo agrupar as fontes, realizar pesquisas e monitorar constantentemente perfis e situações de risco com o maior grau de atualização e precisão possível.

O que achou do nosso conteúdo sobre compliance? Quer aprimorar ainda mais seu conhecimento? Então ouça o podcast “Como a tecnologia ajuda o Compliance a reduzir riscos e perdas nas empresas” e entenda melhor como as soluções digitais agilizam o tratamento de dados, conferem mais produtividade e ampliam o escopo de atuação do Compliance nas empresas.

Participam do episódio Luciana Silveira, Chief Compliance Officer da Neoway, e Adriano Martins, gerente de Governança e Compliance da Claro. Juntos, eles explicam como a tecnologia atua para evitar riscos e para tornar organizações mais transparentes e justas.

Quer saber como fazemos na prática?

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