Clique aqui e conheça as iniciativas Neoway para a Covid-19

Solicitar demo

Blog

Voltar

O que é Business Intelligence (BI) e qual a sua relação com a vantagem competitiva?

O que é Business Intelligence (BI) e qual a sua relação com a vantagem competitiva?

Introdução

O ambiente de negócios atual é muito complexo em vários aspectos e um dos pontos mais discutidos atualmente diz respeito a dados. Não à toa o Business Intelligence (BI) é um dos termos que mais se ouve falar no mundo corporativo nos dias de hoje.

Importante para o gerenciamento de dados, o BI pode ser aplicado em qualquer empresa que pretenda analisar dados internos e de mercado para gerar melhorias em seus processos e entregas.

A análise de informações compreende muitas ações. Dentre elas: entendimento das necessidade e desejos dos clientes, ajuste de processos internos, estudos de mercado e prevenção contra riscos.

Já passamos da fase em que gerenciar empresas era apenas uma questão de intuição e faro para o negócio. Hoje, com a ajuda de ferramentas e técnicas, é possível tomar decisões melhores, baseadas em fatos.

Neste artigo, você irá entender o que é Business Intelligence (BI), as oportunidades e os desafios trazidos, além de dicas para implementá-lo na sua empresa.

O que é Business Intelligence

O termo Business Intelligence, que também pode ser abreviado como BI, diz respeito exatamente ao processo de coleta, análise, organização e monitoramento de informações que vão auxiliar na gestão do negócio.

É a mágica que torna uma quantidade enorme de dados em informações relevantes para uma tomada de decisão mais precisa e eficaz — um conjunto que reúne o seu negócio, a sua gestão e a tecnologia da informação.

Já o profissional de BI é aquele capaz de identificar, por meio de todos os dados coletados, as necessidades e desejos dos clientes, bem como fraquezas e oportunidades do mercado.

Essa combinação de análises reduz muito os riscos, os erros, e melhora as entregas, mas, é preciso conseguir todos os dados necessários para que isso seja possível.

Entenda como funciona o Business Intelligence

Agora que você já sabe o conceito de BI, vamos tentar entender como funciona na prática o passo a passo para a implementação nas empresas.

Etapas de um projeto de BI

Para alcançar resultados efetivos, é necessário entender todas as etapas necessárias para o projeto de BI. São elas:

Etapas de um projeto de BI

Mobilização dos stakeholders

O primeiro passo é identificar as partes interessadas no processo. Um projeto de estudo de mercado, por exemplo, pode ser interessante para as áreas de marketing, comercial e operações.

Entender quem são os times envolvidos irá ajudar a manter a comunicação e, consequentemente, o alinhamento entre todos para garantir que os objetivos estão sendo seguidos e que o projeto está no caminho certo.

Levantamento dos objetivos

Em seguida, é preciso entender quais são os objetivos do projeto, que podem ser: descobrir o motivo de uma queda nas vendas, definir um público-alvo para determinado produto ou solução, mapear oportunidades de expansão, entre outros.

Definir os objetivos irá ajudar a saber quais dados serão necessários para o bom andamento do projeto e das análises necessárias. É essencial para o próximo passo.

Mapeamento das fontes de dados

Após entender quais são os objetivos, começa a etapa de mapeamento das fontes de dados que podem trazer as informações necessárias para entender os cenários e tomar as decisões.

A queda nas vendas, por exemplo, pode ser entendida por meio de dados de fontes internas da companhia - como pesquisas de satisfação e avaliações do Suporte - e fontes externas - como datas sazonais, problemas externos e estudos de mercado realizados por terceiros.

Já o mapeamento de oportunidades de expansão dependerá de um estudo de mercado que utilize informações sobre o potencial de consumo em determinadas regiões, a presença da concorrência, entre outros fatores.

Cada tipo de avaliação diferente dependerá de fontes de dados distintas. É necessário mapear cada uma delas antes de construir a solução de BI.

Construção da solução de BI

A etapa de construção de BI começa com a coleta dos dados nas fontes mapeadas anteriormente.

Após a coleta, é necessário assegurar a qualidade dos dados antes de começar a analisá-los para garantir que os resultados das análises realmente correspondem à realidade.

Nessa fase, alguns fatores devem ser avaliados:

Preenchimento - Para cada campo de informação, verifica a frequência em que possui algum valor válido. Por exemplo, entende se um CNPJ possui os números reais ou se não está preenchido.

Conformidade - Verifica se o conteúdo do dado corresponde a uma lista de valores permitidos. Por exemplo, se uma data de nascimento tem todos os números correspondentes na ordem correta.

Atualização - Refere-se à frequência com que um determinado registro é atualizado na fonte. Importante para entender se o dado ainda é válido para o seu objetivo. Uma data de nascimento, por exemplo, não precisa ser atualizada sempre.

Abrangência - Tem como finalidade apresentar a disponibilidade daquelas informações geograficamente.

Consistência - Consiste em medir a coerência entre fontes distintas da mesma informação, ou a aderência a regras de negócio, dentro do conjunto de dados ou entre conjuntos de dados.

Após todo esse processo que garante a qualidade dos dados, podemos finalmente integrá-los à ferramenta de BI escolhida.

Disponibilização aos usuários finais

Na fase final da implantação do projeto, o BI finalmente é entregue para os profissionais que irão operá-lo no dia a dia.

Se as primeiras fases do projeto foram respeitadas, todos estarão alinhados sobre os objetivos e o que se pretende analisar na ferramenta. De qualquer forma, é importante investir na capacitação dos usuários finais.

Conheça 4 benefícios de BI

Para optar por iniciar um projeto de Business Intelligence em sua empresa, você precisa entender quais benefícios pode esperar.

Conheça 4 benefícios de BI

Personalização

Uma empresa que investe em personalização gera credibilidade, confiança, desperta boas sensações, e faz com que o cliente fique mais propício a compras.

Uma pesquisa feita pela Brain Sins indica que 77% dos consumidores dizem que encontrar recomendações de produtos é extremamente útil, e 33% dos consumidores disseram ter comprado produtos recomendados.

Ou seja, quando você conhece o seu cliente, consegue fazer indicações com precisão, tornando-se não só um fornecedor, mas também um parceiro de confiança.

Acesso fácil aos dados

As ferramentas de BI disponíveis no mercado armazenam os dados na nuvem (cloud). Isso permite que você acesse as informações de que precisa a qualquer hora e em qualquer lugar, bastando um computador e acesso à internet.

Em um mercado cada vez mais móvel, em que equipes remotas são uma realidade na maioria das empresas, esse é um fator imprescindível.

Escalabilidade

Esse benefício também está relacionado ao uso dos dados na nuvem, o que permite aumentar tanto a variedade de fontes de coleta e a quantidade de dados, quanto o número de usuários com acesso às análises.

Visão holística dos resultados

Cada área da companhia pode incluir suas informações estratégicas no BI e, dessa forma, os resultados de toda a empresa podem ser acompanhados em um só lugar.

Isso permite ter uma maior clareza sobre todos os fatores que permeiam o sucesso e os desafios que a empresa enfrenta e pensar em soluções integradas.

De modo geral, utilizar Business Intelligence na gestão traz uma série de benefícios: diminuir perdas, evitar riscos desnecessários e, ainda, pode aumentar a margem de lucros.

Qual é a diferença entre BI e Big Data?

Quando falamos em análise de dados, tanto o BI quanto o Big Data são conceitos muito importantes, mas que possuem suas diferenças.

O que é Big Data

Como já dissemos, o Business Intelligence trabalha com a análise de muitos dados. Mas de onde vem esses dados? É aí que entra o Big Data — esse é o nome que damos a esse grande número de dados disponíveis em muitas plataformas.

Hoje é possível coletá-los por meio da Internet, telefones celulares, imagens, vídeos e pesquisas, por exemplo. Eles são obtidos de forma bruta (não organizada) e passam por um refinamento que faz com que, juntos, façam algum sentido e tragam respostas.

Vejamos um exemplo: os dados podem mostrar que seus clientes compram determinados produtos regularmente, com um certo intervalo de tempo. A partir de uma análise desse comportamento, você pode oferecer um plano de compras direcionado aos hábitos e intenções que conseguiu identificar.

Outro exemplo: você quer colocar um novo produto no mercado, mas não tem certeza como seria a receptividade do público. Utilizando os dados de big data, você pode saber precisamente se existe espaço para mais um produto, se as pessoas estão interessadas, e quanto elas precisam daquele produto.

Juntando as ferramentas

A reunião dos dados coletados com o Business Intelligence é que trará subsídios para que você ou seu gestor tome as melhores decisões para a sua empresa.

Tendo como base os exemplos acima, com os dados coletados e a inteligência você poderia saber qual é o melhor jeito de aproveitar o padrão de compras do seu cliente. Talvez oferecendo planos e fidelizando a compra, ou talvez oferecendo uma compra programada?

Os dados são capazes de mostrar a melhor decisão, sem nenhuma necessidade de correr riscos à toa.

No caso de colocar um novo produto no mercado, além de saber se ele será viável ou não, você pode também saber o que esperar das vendas, entender o que o mercado precisa, fazer os ajustes necessários, e investir a quantidade exata para trazer bons frutos, sem desperdício.

4 exemplos de como o Business Intelligence pode ser aplicado aos negócios

4 exemplos de como o Business Intelligence pode ser aplicado aos negócios

BI aplicado ao varejo

Muitas grandes empresas já estão unindo Business Intelligence e Big Data para proporcionar experiências incríveis para o cliente, com benefícios e praticidades que parecem coisa do futuro.

O Walmart, por exemplo, já disponibiliza um app em que o cliente pode fazer uma lista de compras de forma genérica, apenas dizendo os produtos que deseja, como biscoito, refrigerante, macarrão ou sabonete.

O sistema identifica imediatamente suas marcas preferidas, coloca no carrinho virtual e já diz o total da compra. Depois, é só esperar os produtos chegarem em casa. Em menos de 5 minutos o cliente consegue fazer o que levaria no mínimo 20 dentro do supermercado.

Escolher as marcas, procurar nas gôndolas, esperar na fila do caixa… tudo isso é facilitado!

Inteligência também no entretenimento

Outra campeã em utilizar os dados coletados de forma brilhantes é a Netflix. Atualmente, a empresa oferece um dos maiores serviços de streaming de vídeos do mundo, com mais de 75 milhões de assinantes.

Teoricamente, são 75 milhões de pessoas fornecendo dados sobre o próprio comportamento pessoal o tempo todo, e analisar esses dados faz parte do trabalho diário dos funcionários da empresa.

É assim que, depois de um tempo de uso, por exemplo, o sistema passa a indicar exatamente os filmes que você gosta de assistir, ou os seriados que mais combinam com você.

Isso é conhecer individualmente o hábito de cada cliente e preparar um algoritmo capaz de atender cada indivíduo. O seriado House of Cards, por exemplo, foi todo construído em cima de análise de dados e preferências dos consumidores.

Como a saúde utiliza dados

A inteligência de dados na saúde é uma das principais tendências para os próximos anos, principalmente com o surgimento de dispositivos móveis como pulseiras e relógios inteligentes capazes de acompanhar sinais vitais e prever problemas de saúde.

Essa análise preditiva só é possível a partir da coleta e do estudo intensivo dos dados anonimizados de diversos pacientes.

As informações acumuladas a respeito da nossa saúde podem indicar os melhores tratamentos para cada organismo, indicar possíveis comorbidades e prever a incidência de doenças, por exemplo.

O BI também impacta a gestão dos hospitais, já que contribui para o gerenciamento dos estoques de medicamentos, indica quais ações de prevenção devem ser implementadas com cada público, permite monitorar a ocupação de leitos, entre outros.

Dados na área do Direito

Cada vez mais escritórios de advocacia e departamentos jurídicos das empresas utilizam soluções e ferramentas capazes de ajudá-los a navegar entre o mar de informações e dados sobre processos judiciais.

A análise de dados é fundamental para que os advogados consigam encontrar jurisprudências e definir estratégias de defesa, por exemplo.

Os departamentos jurídicos, por sua vez, podem utilizar a análise das dados para administrar o contencioso de massa e investigar relações entre empresas e pessoas para evitar conflitos de interesse e outros riscos ao compliance da empresa.

O principal desafio para esse caso de uso é a coleta das informações, uma vez que não possuem padronização. Cada tribunal utiliza um sistema diferente e, na maioria das vezes, eles não são integrados.

Leia mais no artigo Inteligência Jurídica: Como a tecnologia pode resolver três grandes desafios da área

Afinal, como aplicar BI na sua empresa: dicas para ter sucesso com sua estratégia

Como aplicar BI na sua empresa

Defina muito bem os objetivos

Para que o seu projeto de BI seja um sucesso, é imprescindível definir os objetivos que você deseja alcançar. Isso irá nortear todo o mapeamento dos dados necessários e as fontes de onde eles podem ser coletados.

Alinhe as decisões com todos os stakeholders

Com os objetivos definidos, outro ponto importante para o sucesso da estratégia é alinhar as expectativas entre todos os times e líderes envolvidos.

Esse alinhamento ajudará a evitar os transtornos típicos da operacionalização, que envolvem a governança de dados, as políticas de segurança da informação, a qualidade e confiabilidade dos dados, retrabalho por indefinição de escopo, entre outros problemas.

Busque o apoio da diretoria

Outro fator importante é contar com o apoio da diretoria, não só para o financiamento do projeto, mas, principalmente, para que ele esteja entre as prioridades da companhia.

Esse apoio também é essencial para que os diretores confiem nos insights trazidos pela análise de dados e adotem decisões baseadas nesses fatos ao invés de priorizarem a própria opinião ou o “feeling” de mercado.

O que avaliar para escolher a melhor ferramenta

Performance: Entenda se ela é capaz de gerar relatórios com a velocidade necessária para atender às necessidades da sua empresa.

Conectividade: Avalie a possibilidade da ferramenta se conectar às diversas fontes de dados que você precisa analisar.

Relação com o fornecedor: Se você já usa outros produtos da mesma empresa, isso pode tornar mais fácil a conectividade entre fontes de dados internas, a negociação do preço e, até mesmo, a familiaridade dos colaboradores com a interface da ferramenta.

Escalabilidade: Certifique-se de que a ferramenta pode ser facilmente implantada na empresa, customizada se necessário e permeada para o máximo de colaboradores que eventualmente necessitem utilizá-la.

Recursos e funcionalidades: Avalie se os recursos e funcionalidades oferecidos na plataforma correspondem às necessidades da sua empresa.

Mobilidade: Observe se a ferramenta fica disponível facilmente para que você possa fazer análises por qualquer dispositivo e em qualquer lugar.

Você pode levar em consideração todos esses fatores ou só alguns deles, mas, antes de chegar a conclusões, é importante entender quais são as necessidades e objetivos da sua empresa para então avaliar a melhor alternativa.

Quais são os maiores desafios do BI

Consolidar as fontes de dados

Uma parte técnica importante e que representa um desafio para todas as empresas é a consolidação das diversas fontes de informação internas e externas.

Essas fontes precisam convergir em um mesmo ambiente, devidamente consolidadas e relacionadas, para realmente gerar inteligência.

Infelizmente, nem todos os diferentes softwares e ferramentas utilizados interna e externamente possuem um mesmo padrão ou estão aptos a se conectar, o que pode atrapalhar e, até mesmo, impedir os estudos de Business Intelligence.

Fazer as perguntas certas

Os dados isolados não têm significado. Os indicadores precisam ser contextualizados para serem transformados em conhecimento e, por isso, a análise está sempre relacionada a uma necessidade de negócio.

É preciso entender quais problemas você quer resolver por meio das soluções de BI e transformar esses problemas em perguntas que irão direcionar as análises. Por exemplo:

  • Quais são os meus produtos mais lucrativos?
  • Qual é o perfil do meu melhor cliente?
  • Estou perdendo oportunidades de upsell e/ou cross sell?
  • Qual é o tamanho do meu market share?

Formar uma cultura data-driven

A cultura organizacional tem grande impacto nos projeto de BI. Isso porque é importante que todos tomem decisões baseadas nas análises e não a partir dos próprios vieses cognitivos.

Desde o CEO, passando pelas diretorias e gerências, até chegar aos analistas, todos precisam ter essa mentalidade de que os dados devem dirigir as decisões da companhia. Dessa forma, a opinião das pessoas mais influentes não prevalecerá sobre os estudos.

3 tendências de Business intelligence para o futuro

3 tendências de Business intelligence para o futuro

Sinergia entre as competências de dados

Para absorver as inovações da análise de dados, novos cargos e papéis surgirão, principalmente, nas áreas de Analytics e Big Data.

Será necessário trabalhar a sinergia entre os novos atores no ecossistema, que são os cientistas, engenheiros, arquitetos, administradores, analistas, desenvolvedores, estatísticos, entre outros.

Maturidade da cadeia de valor

A cadeia de valor do dado é longa e multidisciplinar. Contudo, ainda falta uma visão holística sobre os processos.

As empresas costumam focar apenas na parte técnica e negligenciam as etapas subsequentes de interpretação e tomada de decisão, nas quais a inteligência de negócio é desenvolvida.

A maturidade vai envolver a visão, a cultura, os processos e os recursos da equipe. A tendência é exatamente a priorização das atividades para a evolução de cada uma dessas dimensões.

LGPD e segurança dos dados

A Lei Geral de Proteção de Dados deve entrar em vigor em agosto de 2020, e as empresas precisam estar atentas às mudanças e adaptar todos os seus processos o quanto antes.

Com a restrição do uso de dados pessoais, será necessário buscar outras opções de análise que sirvam para um mesmo propósito.

A modelagem estatística terá um papel fundamental para alcançar as mesmas informações a partir de dados diferentes e a anonimização dos dados passará a ser o “arroz com feijão” das equipes de dados.

Conclusão

O Business Intelligence (BI) é um componente essencial da estratégia das companhias que entendem a importância de tomar decisões baseadas em dados e fatos.

Implementá-lo exige enfrentar alguns desafios técnicos, culturais e de comunicação e, para vencê-los, é necessário entender em profundidade os objetivos estratégicos da empresa, priorizar o alinhamento entre os times e conseguir o comprometimento da alta direção.

Somados à proteção de dados, esses fatores garantem a segurança dos negócios e o sucesso das estratégias baseadas nas análises dos fatos.

Quer saber como fazemos na prática?

Solicitar demo