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Revolução Digital: chegamos na era do <em>"true individualism"</em>

Revolução Digital: chegamos na era do “true individualism”

Muita gente acredita - e a história comprova - que a Idade Média chegou ao fim no século XIV. Mas para o publicitário, administrador e empreendedor digital Walter Longo, a Idade Média só terminou nesta geração. É claro que ele não se refere apenas a questões e marcos históricos: a explicação está na Revolução Digital.

Longo foi um dos palestrantes do Data Driven Business - DDB 2019, evento promovido pela Neoway. Com ampla experiência no mercado nacional e internacional de publicidade e marketing, Walter Longo, sócio-diretor da Unimark Comunicação , falou ao público do evento sobre a Revolução Digital e o início da “Idade Mídia”. Segundo ele, estamos só agora saindo da Idade Média para entrar na “Idade Mídia”.

Por que Idade Média e Idade “Mídia”?

Por que até hoje, tudo era avaliado e orientado pela média. Ou seja, nos baseávamos em um parâmetro, uma média geral, e não levávamos em conta as individualidades, fossem elas na medicina, educação, entretenimento, na propaganda e marketing. Enfim, em diferentes setores de negócios, a avaliação era feita com base em padrões determinados por uma média estatística. Um exemplo claro são as avaliações bancárias e de seguros: para manter equilíbrio, os adimplentes e as pessoas mais cuidadosas acabam pagando pelos que estão “fora do padrão”.

Longo afirma que nesse mundo da Idade Média as relações comerciais, pessoais e sociais são balizadas pela média, onde todos pagam pelo “padrão” e são tratados da mesma forma. O grande problema disso, de acordo com o publicitário, é que criar algo para a média, na verdade, significa, criar para ninguém. É o chamado “The Myth of Average”. Porém, com a Revolução Digital, estamos chegando a uma nova era, a do individualismo levado ao extremo.

A “Idade Mídia” trazida pela Revolução Digital

Segundo Walter Longo, a Revolução Digital é a base da “Idade Mídia”, que tem como premissa tratar desigualmente pessoas aparentemente iguais. Isso porque nós, como pessoas e consumidores, “não somos nem estamos sempre iguais. Além das individualidades, há inúmeros fatos que vão nos moldando ao longo da vida”.

É com o suporte de inovações como o Big Data Analytics, Inteligência Artificial e Internet das Coisas (IoT) que estamos deixando de lado a “mass customization” para entrar, de fato, no “true individualism”. Estas novas tecnologias são as chaves que abrem as portas da “Idade Mídia” e permitem que cada pessoa seja vista de uma forma única, tendo respeitadas suas individualidades. “Cada vez mais conectados, todos somos hoje agentes de mídia com ampla capacidade de gerar e compartilhar informações, moldar opiniões e influenciar a sociedade”, explicou Longo.

Entre os exemplos dessa nova rotina individualizada, cheia de possibilidades de escolha e decisões tomadas de acordo com as nossas vontades, temos as grandes mudanças na forma como assistimos filmes, escutamos músicas, estudamos e aprendemos, fazemos compras, optamos por um ou outro produto/serviço, entre tantas outras situações cotidianas. Um exemplo: no ensino à distância, é o aluno que escolhe como, quando e de qual forma quer aprender; assim como é cada um que determina que tipo de conteúdo quer e o momento para acessá-lo.

Outra quebra de paradigma citada por Longo é a possibilidade de diferentes dispositivos e equipamentos também conseguirem coletar e compartilhar informações. A integração da IoT permite que as companhias também consigam entender as individualidades ao captar os comportamentos de seus usuários. “Já temos bonecas que saem de fábrica com chip e permitem às empresas saberem se o brinquedo está sendo usado ou deixado muito tempo de lado. Também posso citar os sensores colocados em cadeiras de aeroportos, que mostram os diferentes jeitos de sentar e quais setores têm maior frequência de público e precisam de mais assentos”, destacou.

Os desafios do marketing na era do individualismo extremo

O primeiro ponto é entender que ter atenção e engajamento dos consumidores será cada vez mais desafiador. O foco está pulverizado - possibilidades multi- tela, multi-linguagem, multiforma - e o conceito de audiência que havia antes serve cada vez menos para balizar as estratégias e garantir resultados.

Longo diz que hoje as empresas devem entender que cada pessoa está em fases distintas de relacionamento com sua marca e, portanto, para cada um, há uma sequência diferenciada de contato e conexão. Isso exige compreensão de mercado e sincronicidade com seus públicos e ter a capacidade de moldar seu produto/serviço a cada indivíduo - e não fazer com o consumidor se molde a sua empresa.

Como adaptar os negócios a era do individualismo extremo? Trazendo a tecnologia a seu favor, pois é a sofisticação do Big Data e de todas as inovações de forma geral que alimentam e retroalimentam essa tendência. Assim, as empresas devem:

  • Usar e entender de dados - para saber quem é cada um de seus consumidores;
  • Associar informações a fatos - para saber em que momento da vida cada um está;
  • Sincronizar com conteúdos - aliar tudo isso para entender os interesses e oferecer algo relevante.

Porém, Longo dá um conselho: vale a pena profissionalizar a busca e a análise de dados, pois é preciso que as empresas saibam o que querem e como tirar proveito do Big Data. Com a Revolução Digital e a chegada da “Idade Mídia”, não há mais tempo para errar!

Quer saber como fazemos na prática?

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